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quarta-feira, 28 de março de 2012

MILLÔR FERNANDES





Um escritor, desenhista, jornalista, cronista, cartunista, um poeta com humor. Assim posso traduzir Millôr Fernandes, dele trago desde a adolescência um conselho: "Viver é desenhar sem borracha". E ele utilizou-se bem de seu dom com as palavras, viveu com grandeza todos os momentos que lhe eram oferecidos. A modernidade não apagou ou diminuiu sua lucidez, diante do novo ele se adaptou e Millôr passou a ser online.
Desde 1938, quando aos quinze anos iniciou sua carreira de jornalista, Millôr (que nessa época ainda acreditava chamar-se Milton) se desfragmentou em arte, viajou pelo mundo, conheceu o Brasil viajando de carro (para ter noção das distâncias), conviveu com grandes nomes da cultura nacional e internacional, seguiu por diversas estradas: escreveu para jornais e revistas, lançou-se para o teatro e o cinema, ilustrou sua obra com seus próprios traços.




 Em 2000 passou a apresentar sua obra ao público no mundo virtual, e em seu site está presente toda a amplitude de sua obra.
 Millôr seguiu os mandamentos de sua 'Bíblia do Caos', nos exibiu seu 'Dicionário Irrefletido'; nos colocou a par de sua biografia. Millôr Fernandes, sofreu, mas não desistiu, e talvez por saber chorar nos fez sorrir, superou todas as dificuldades de sua infância e tornou-se uma figura notória na cultura brasileira, absteve-se da prerrogativa de ser uma celebridade e com a autoridade de um grande artista, nos deixa órfãos de seu humor e irreverência, aos 88 anos de vida. 




Millôr foi cada uma de suas frases, crônicas, charges...


"Ser gênio não é difícil. Difícil é encontrar quem reconheça isso."
***
"Acreditar que não acreditamos em nada é crer na crença do descrer."
***
"Quem mata o tempo não é um assassino: é um suicida."                                                        
***
"O dinheiro não traz a felicidade. Manda buscar"
***
"Errar é humano. Botar a culpa nos outros também."
***


"Que foi isso, de repente? Nada; dez anos se passaram. Não diga! Se somaram? Se perderam? Algumas relações se aprofundaram? Se esgarçaram? Onde estávamos? Onde estamos? E...aonde vamos? O tempo, em lugar nenhum e em silêncio, passa. É inegável - todos temos mais dez anos agora. Ainda bem, poderíamos ter menos dez. Tudo nos aconteceu. Amamos, disso temos certeza. E fomos amados - onde encontrar a certeza? Avançamos aqui materialmente, ali não, nos realizamos neste ponto, em outros queríamos mais, algumas coisas tivemos mais do que pretendíamos ou merecíamos - mas isso é difícil de reconhecer. Perdemos alguém - "Viver é perder amigos". No meio do feio e do amargo, no tumulto e no desgaste, tivemos mil diminutos de felicidade, no ar, no olhar, na palavra de afeto inesperado, que sei? Espera, eu sei. É a única lição que tenho a dar; a vida é pequena, breve, e perto. Muito perto - é preciso estar atento.

"Sim, do mundo nada se leva. 
Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus."

16 de agosto de 1923 (27 de maio de 1924) a 28 de março de 2012

 "A gente só morre uma vez. Mas é para sempre."

Um comentário:

  1. Olá Janna !!!

    Maravilhosa sua postagem, confesso que tive pouco acesso a informações sobre Millor , mas seu texto além de informativo me deixou uma vontade grande de conhecer mais as obras deste escritor e artista tão versátil e inteligente !
    Bela homenagem a sua e obrigado por compartilhar conosco mais um pouquinho sobre ele ! Gostei muito !!

    Grande beijooo e que sua semana seja de alegrias !!!

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